sábado, 7 de janeiro de 2012

Estudo relaciona consumo de carne vermelha e risco de câncer renal


Quem come muita carne vermelha pode ter maior risco de desenvolver alguns tipos de câncer renal, segundo um estudo feito nos EUA com milhares de adultos.
Os autores do artigo publicado na revista “American Journal of Clinical Nutrition” concluíram que adultos de meia-idade que consumiam mais carne vermelha tinham 19% mais probabilidade de serem diagnosticados com câncer nos rins do que aqueles que faziam um consumo moderado.
A maior absorção de substâncias químicas presentes na carne grelhada ou assada na brasa também foi associada a um maior risco.
“Nossas conclusões corroboram as recomendações alimentícias para a prevenção do câncer atualmente, divulgadas pela Sociedade Americana do Câncer – limitar o consumo de carne vermelha e processada, e preparar a carne por métodos de cocção, como cozida ou assada no forno”, disse Carrie Daniel, coordenadora da pesquisa, ligada ao Instituto Nacional do Câncer dos EUA.
Metodologia – Estudos anteriores examinando a associação entre carne vermelha e câncer renal chegaram a resultados ambíguos, por isso Daniel e seus colegas usaram dados de um estudo que envolveu quase 500 mil adultos maiores de 50 anos, que responderam a questionários sobre seus hábitos alimentares – incluindo o consumo de carne – e então foram acompanhados por uma média de nove anos.
Durante esse período, 1,8 mil participantes – menos de 0,5% – foram diagnosticados com câncer renal.
Na média, os homens envolvidos no estudo consumiam de 57 a 85 gramas de carne vermelha por dia, enquanto as mulheres comiam de 31 a 57 gramas. Os participantes que consumiam mais carne vermelha – cerca de 115 gramas por dia – tinham 19% mais propensão a serem diagnosticados com câncer renal do que os que comiam até 31 gramas de carne vermelha por dia.
A análise levou em conta outros aspectos que poderiam influenciar o risco de câncer, como idade, raça, consumo de frutas e legumes, tabagismo, consumo de álcool, hipertensão e diabetes.
O risco de câncer renal era agravado também entre pessoas que comiam a carne mais bem passada, o que eleva sua exposição a substâncias químicas decorrentes do preparo.
Não há relação de causa – O estudo não afirma que a carne vermelha, ou a carne bem passada, causa câncer renal.
Como lembrou o epidemiologista Mohammed El Faramawi, da Universidade do Norte do Texas, muita gente passa a vida comendo carne sem ter câncer nos rins, ao passo que há pessoas que quase não comem carne e desenvolvem a doença.
“A carne vermelha é uma importante fonte de ferro, tem proteínas”, disse El Faramawi, que não trabalhou no estudo, e recomendou que as pessoas não parem de comer carne vermelha – apenas sigam as orientações alimentares dos especialistas.
Daniel disse que são necessário mais estudos para compreender por que a carne vermelha parece estar associada a determinados tipos de câncer, e não a outros.
Por enquanto, disse ela, a recomendação é reduzir o tempo de cocção da carne, não expô-la diretamente às chamas ou ao metal quente, e usar o micro-ondas para cozinhar parcialmente a carne antes de expô-las a altas temperaturas. (Fonte: G1)

Bola de fogo no céu eram restos do Soyuz, diz observatório


Esta foi a primeira vez que uma nave Soyuz foi lançada fora do território da ex-União Soviética
Foto: Reuters
Os restos de um foguete russo Soyuz causaram o rastro de luz observado na noite de Natal em parte do céu europeu, informou neste domingo (25) o Observatório Real da Bélgica.
“A bola de fogo que foi observada no dia 24 de dezembro, às 17h30, sobre Bélgica, Holanda, França e Alemanha era a entrada do último estágio do foguete Soyuz”, revela o site do Observatório belga.
A bola de fogo, seguida por uma longa cauda luminosa, foi observada no final do dia por milhares de pessoas na Alemanha, no sul da Bélgica e no norte da França, gerando muita especulação, incluindo sobre Ovnis (objetos voadores não identificados).
O foguete Soyuz foi lançado na quarta-feira passada, do cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, mas sofreu um problema que o impediu de colocar em órbita um satélite de comunicações. (Fonte: Portal Terra)

Cientistas propõem calendário fixo, com semana adicional a cada 5 ou 6 anos


Nova proposta de calendário teria que ser aceita pelos governos do mundo todo
Um astrofísico e um economista dos Estados Unidos iniciam nesta semana a campanha para a adoção internacional de um calendário fixo, no qual os anos são idênticos, e que incluirá um dia semanal de descanso e uma semana adicional a cada cinco ou seis anos.
Neste calendário, por exemplo, se o Natal este ano caiu em um domingo, também cairá no mesmo dia da semana em 2012, 2013 e assim sucessivamente. “A ideia de um calendário fixo já foi apresentada à Liga das Nações”, disse nesta quarta-feira (28) o astrofísico Richard Conn Henry, da Escola Krieger de Artes e Ciências da Universidade Johns Hopkins.
A apresentação aconteceu na década de 1920 e depois, segundo Henry, houve outra tentativa para convencer as Nações Unidas sobre a conveniência de um calendário no qual os feriados e aniversários caiam, para sempre, nos mesmos dias de cada semana.
“Porém, os dois calendários propostos tinham uma falha fatal: eles quebravam o ciclo de sete dias, com o dia semanal de descanso que é primordial para as religiões”, declarou. “Nosso sistema divide o ano em 12 meses e quatro trimestres, e não tem anos bissextos, mas acumula os dias extras para uma semana adicional a cada cinco ou seis anos”, acrescentou.
Henry disse que a tarefa de promover perante os governos do mundo a ideia deste novo calendário caberá, majoritariamente, a seu colaborador, o economista Steve Hanke, da Escola Whiting de Engenharia. “Nosso plano é oferecer um calendário estável que seja absolutamente idêntico de ano a ano e permita o planejamento permanente e racional das atividades anuais, desde os cursos escolares até as férias nos empregos”, detalhou Henry.
Uma das vantagens que Henry e Hanke veem em seu calendário é a conveniência de os feriados e aniversários caírem no mesmo dia da semana ano após ano. Porém, os benefícios econômicos são ainda mais profundos, segundo Hanke. “Nosso calendário atual está cheio de anomalias que levaram ao estabelecimento de uma gama ampla de convenções que tentam simplificar os cálculos de juros”, explicou.
“O novo calendário tem um patrão trimestral previsível de 91 dias e isso elimina a necessidade de convenções para a conta artificial de dias”, continuou.
O calendário gregoriano, atualmente em uso em boa parte do mundo, entrou em vigência em 1582 quando o papa Gregório alterou o calendário adotado por Julio César no ano 46 antes de Cristo. Para sincronizar o calendário de César com as estações, os especialistas na equipe de Gregorio tiraram 11 dias em outubro, de modo que nesse ano o dia 4 de outubro foi seguido pelo dia 15 do mesmo mês.
O ajuste era necessário para lidar com o mesmo problema que dificulta a criação de um novo calendário prático e eficaz: o fato que cada ano na realidade contém 365,2422 dias.
Este é o tempo que a Terra demora para completar uma órbita ao redor do Sol, e para compensar a fração de dia (0,2422) o calendário gregoriano acrescenta um dia a cada quatro anos, o chamado ano bissexto. “A cacofonia atual de fusos horários, mudanças de horários no verão e inverno e as oscilações de calendário ano após ano desaparecerão. A economia, ou seja, todos nós receberíamos um dividendo de amortização permanente”, explicou Henry. (Fonte: Portal iG)

Espécie de pássaro desperta a curiosidade dos moradores de Itariri

Da Redação do TVTribuna.com

Um animal com uma aparência esquisita vem causando alvoroço entre os moradores de Itariri, no Vale do Ribeira. Há cerca de duas semanas, o "Peixássaro", como vem sendo chamado pelos moradores, apareceu em uma casa no centro da Cidade.

Segundo a proprietária do imóvel, Roseli Rocha, não é a primeira vez que o animal aparece no local. No ano passado, na mesma época, o solitário "Peixássaro" visitou a casa dela e adotou o mesmo muro como moradia temporária. "No ano passado ele também apareceu perto do natal. Ele sempre está no mesmo lugar. Acredito que ele tenha hábitos noturnos, já que praticamente não se mexe durante o dia", conta.



A aparência estranha do animal atrai a atenção dos curiosos. "Muitas pessoas tentam adivinhar o que ele é exatamente. Alguns acreditam que seja apenas um curiango [uma espécie de pássaro], mas não sei. Ele raramente voa. A noite ele some e, no dia seguinte, está novamente no muro.", diz.

Quando viu o animal pela primeira vez, Roseli se assustou. "A primeira vez que vi achei que era um sapo enorme, bem marrom. Quando cheguei mais perto, achei que era um peixe fora d´água. Só depois cheguei a conclusão que era um pássaro. Por isso começamos a chamá-lo de "Peixássaro".

Para resolver o mistério, a equipe do TVTribuna.com entrou em contato com o Ibama. De acordo com o biólogo Fábio Zucherato o animal é um caprimulgidae, popularmente conhecido como bacurau, da mesma família dos curiangos. "São aves noturnas, que se alimentam de insetos. É possível notar isso pela quantidade de penas adaptadas próximas ao bico. Eles tem costume de ficar no chão, paradas, bem camufladas. São aves de borda de mata e que se adaptam razoavelmente em ambientes alterados", explica.

Píton birmanesa de quatro metros é capturada na piscina de uma casa em Miami/EUA

Uma cobra píton birmanesa de cerca de quatro metros de comprimento foi capturada numa piscina de uma casa nos arredores de Miami, no estado da Flórida, nos Estados Unidos, informaram nesta segunda-feira (26) o corpo de bombeiros local.

O réptil foi recolhido neste domingo por membros da unidade especial Venom. O animal será usado no treinamento para a captura desse tipo de serpente, que pode chegar a oito metros de comprimento e pesar cem quilos.
Os proprietários da casa, localizada em Palmetto Bay, encontraram a píton birmanesa na manhã de Natal e em seguida chamaram a polícia. Esse tipo de réptil não venenoso se adaptou às condições de vida nos pântanos da região e começaram a se reproduzir rapidamente.
Por se tratar de uma espécie invasora, as pítons se tornaram um problema na Flórida. Calcula-se que existam mais de 50 mil espécimes desse réptil no estado. Sua disseminação na região pode ter sido causada por pessoas que adquiriram os pítons como animais de estimação mas que os soltaram nos pântanos quando eles cresceram.
O réptil se alimenta de diversos tipos de animais, de jacarés a pequenos roedores. Recentemente, foi encontrado um píton que tinha acabado de comer um cervo de mais de 30 quilos.
Em 2009, um animal desse tipo escapou da jaula onde era mantida numa casa em Orlando e estrangulou e matou uma menina de dois anos enquanto ela dormia. A mãe da menor e seu namorado foram declarados culpados em julho de assassinato em terceiro grau, homicídio sem premeditação e negligência.
A Comissão para a Conservação da Pesca e a Vida Silvestre da Flórida (FWC) afirmou na ocasião que o problema era grave e que por isso começou a implementar medidas de controle. Além disso, o governo estadual aprovou uma lei que proíbe a aquisição de pítons e outros seis tipos de répteis como animais de estimação. (Fonte: Portal iG)

Objeto de 2 mil anos confirma rituais descritos em Templo de Jerusalém

Um objeto em formato de botão com 2 mil anos de idade foi encontrado por arqueólogos em Israel e é primeira evidência física do registros escritos sobre os rituais praticados do Templo judaico de Jerusalém. A descoberta foi divulgada neste domingo (25) por uma equipe da Universidade de Haifa.
O artefato é uma espécie de lacre com inscrições em aramaico que dizem “puro por Deus”, sendo usado possivelmente como certificado para alimentos e animais usados como sacrifícios durante cerimônias religiosas.
A peça foi encontrada perto do Muro das Lamentações, principal símbolo judeu em Jerusalém e próximo ao complexo de edifícios muçulmanos considerados sagrados na cidade como a mesquita de Al Aqsa. (Fonte: G1)
Artefato de argila tem 2 mil anos de idade e traz inscrição: 'puro por Deus'.
(Foto: Baz Ratner / Reuters)

Mudança climática pode tornar chocolate artigo de luxo


Em Paris, chocolate para encher os olhos e descobrir suas maravilhosas variações
Um recente estudo, bancado pela Fundação Bill e Melinda Gates, mostra que a mudança climática global pode muito bem interferir na produção de chocolate, a ponto dessa guloseima tão acessível nos dias de hoje se tornar um artigo de luxo nas próximas décadas.
Segundo a conclusão do estudo, o aumento da temperatura em cerca de 2,3ºC, até 2050, faria a área de plantio de cacau em Cote d’Ivoire e Gana cair significativamente. Os dois países africanos concentram mais da metade de produção de cacau no mundo.
A mudança climática, somada à elevação do consumo por países emergentes como a China, elevaria o preço final do chocolate. No Reino Unido, o ajuste de alguns produtos já superou os índices inflacionários.
Para contornar o problema do aquecimento global, o plantio de cacau poderia migrar para regiões mais altas, onde o clima é mais ameno. Mas, no caso dos dois países que ficam no oeste africano, essa não é uma opção tão válida assim, já que há predomínio de planícies.
A alternativa mais viável seria desenvolver pés de cacau mais resistentes para suportar um clima mais quente.
Este não é o primeiro estudo que relaciona o aquecimento global à falta de produtos em um cenário futuro. Vinho francês e massa italiana também correriam o risco de sumir das refeições. (Fonte: Folha.com)