quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Volume de resíduos urbanos crescerá de 1,3 bilhão de toneladas para 2,2 bilhões até 2025, diz PNUMA


Em meio a uma população mundial em rápido crescimento, os problemas de gestão de resíduos estão se tornando cada vez mais cruciais para a promoção da sustentabilidade ambiental, alertaram hoje (6) os participantes da reunião da Parceria Global sobre Gestão de Resíduos (GPWM), organizado pelo Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA), em Osaka, no Japão.
O PNUMA observou que os resíduos urbanos são um fardo crescente para comunidades em todo o mundo. Estatísticas do Banco Mundial estimam que o volume de resíduos deve crescer de 1,3 bilhão de toneladas para 2,2 bilhões de toneladas em 2025.
“As necessidades humanas básicas, como água limpa, ar puro e segurança alimentar são prejudicadas por práticas de gestão de resíduos impróprias, com graves consequências para a saúde pública”, advertiu um comunicado da agência de meio ambiente.
Apesar de reconhecer que este é um dos serviços mais complexos e de alto custo público, o PNUMA argumenta que a  gestão de resíduos é também uma oportunidade para o estabelecimento de uma área modelo para tornar a economia verde.
“Se tratada adequadamente, a gestão de resíduos tem um enorme potencial para transformar problemas em soluções e conduzir o caminho para o desenvolvimento sustentável através da recuperação e reutilização de recursos valiosos”, afirmou o comunicado.
O relatório de 2010 do PNUMA mostrou que, no norte da Europa, a reciclagem de uma tonelada de papel ou alumínio economiza mais de 600 kg e 10.000 kg de dióxido de carbono, respectivamente. Da mesma forma, um relatório de 2009 da agência revelou que há 65 vezes mais ouro em uma tonelada de celulares velhos do que em uma tonelada de minério.
“A oportunidade de negócio para a ‘mineração urbana’ é evidente”, observou o PNUMA. “O lixo importa.”

Acesso em: 08.11.2012

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Critérios para Informar sobre o Clima


A ONU define plano para que os serviços de informação sobre clima sejam mais precisos em suas previsões.

Agora existem diretrizes para o fornecimento de informações sobre o clima da Terra, suas conseqüências em diferentes campos, como saúde a planejamento para atender desastres. As diretrizes procuram organizar a área que vem preocupando muitos cientistas.

O setor de “serviços sobre clima” cresceu vertiginosamente nos últimos anos. Várias organizações e diversos profissionais usam modelos climáticos para aconselhar autoridades, políticos e outras pessoas sobre cultivo da terra, planejamento de infraestrutura e cuidados com doenças. Na primeira ‘sessão extraordinária’ da Organização Meteorológica Mundial (OMM) das Nações Unidas em Genebra, na Suíça, que terminou em 31 de outubro de 2012, membros da organização concordaram sobre o plano para implementar o ‘Framework Global para Serviços Climáticos’ para orientar a coleta e a divulgação das informações climáticas.

“É a primeira vez que a comunidade internacional se reúne para estabelecer diretrizes formais adequadas para previsões climáticas”, comemora Julia Slingo, cientista chefe do Escritório Meteorológico do Reino Unido em Exeter, que esteve profundamente envolvida no processo. “Esse é um verdadeiro marco, como quando o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas foi estabelecido”.

As diretrizes foram propostas em 2009. O acordo dessa semana é resultado de um longo período de consultas e negociações. Mais de 300 cientistas foram consultados, de acordo com Jerry Lengoasa, o vice-secretário geral da OMM.

Lengoasa explica que o framework se concentra em quatro áreas prioritárias: segurança alimentar, redução de riscos de desastres, acesso à água e saúde. Uma série de objetivos foi estabelecida, começando com projetos piloto de curto prazo para impulsionar a capacitação de pessoas no Níger, em Maliem Burkina Faso. Há ainda um ambicioso plano de dez anos para capacitar a maior parte dos 70 países que a OMM identificou como tendo pouca ou nenhuma condição de fazer suas próprias previsões.                                            

O framework permite que aqueles que precisam dos serviços climáticos avisem aos pesquisadores. “Com certeza será uma via dupla de informações”, acredita ele. Isso deve mudar o comportamento dos pesquisadores do clima, romper o isolamento e promover a interação.

Slingo aponta que os próprios cientistas podem se beneficiar ao se engajarem dessa forma. Como exemplo, ela aponta o projeto do Escritório Meteorológico que funcionou para prever chuvas na África. Apesar de isso ser vital para os fazendeiros locais, não é tipicamente do interesse de cientistas. Pesquisadores do Escritório Meteorológico descobriram que podiam fornecer previsões úteis, explica ela, e que “isso também mudou nossa ciência e nossos modelos”.

 Preocupações com serviços climáticos

A iniciativa da ONU vem atender à crescente preocupação de que fornecedores de serviços climáticos possam estar excedendo suas capacidades.

“A maior preocupação que tenho é usar modelos climáticos para projetar a mudança climática regional”, declara Judith Curry, diretora da Escola de Ciências Atmosféricas e da Terra do Instituto de Tecnologia da Georgia, em Atlanta. “Modelos climáticos demonstraram pouca ou nenhuma aplicabilidade aqui, os modelos globais não estão ajudando”.

Curry observa que as limitações de modelos são bem compreendidas pela comunidade de modelos climáticos, mas que a comunidade de serviços climáticos às vezes “parece aceitar esses modelos com base na fé” e que essa comunidade “desenvolveu uma indústria caseira que toma uma simulação do modelo climático e aplica no nível regional”. O principal foco, de acordo com Curry, deveria estar na melhoria dos conjuntos de dados.

Martin Visbeck, cientista marinho do GEOMAR, Centro Helmholtz para Pesquisa Oceânica em Kiel, na Alemanha, que se envolveu anteriormente no programa científico do quadro da OMM, concorda que algumas pessoas fornecendo serviços climáticos prometem mais do que podem cumprir. “É precisamente por isso que o Quadro Global de Serviços Climáticos é necessário. Para por essas ambições em perspectiva”, declara ele.

Slingo admite que os envolvidos nos serviços climáticos tenham que ser cuidadosos para administrar expectativas. Mas ela também aponta que o trabalho em si é vital. “Esse é o início de uma estrada muito longa”, reconhece ela. “Mas uma estrada necessária que precisaremos percorrer”. 

Fonte: Daniel Cressey e revista Nature. Disponível em: http://www2.uol.com.br/sciam/noticias/criterios_para_informar_sobre_o_clima.html   Acesso em 07.11.2012. 

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

AS ÁRVORES AGRADECEM


Como a indústria recicla papel?

Com o mesmo processo com que faz o papel comum - só muda a matéria-prima

O material recolhido para a reciclagem precisa ser transformado em massa de fibra de celulose antes de entrar nas máquinas, mas, depois, os aparelhos e procedimentos são os mesmos.

Geralmente, o papel vendido como reciclado tem apenas parte de sua matéria-prima vinda do reaproveitamento. Isso porque, quanto maior a quantidade de papel reciclado, mais frágil será o produto final. Mas a indústria papeleira nacional já é 100% sustentável: todos os fabricantes usam madeira de reflorestamento. 
 Neste infográfico abaixo, em 2010, o papel reciclado salvou cerca de 46 milhões de árvores.

























quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Dilma faz nove vetos ao Código Florestal



Em mensagem enviada ao presidente do Congresso Nacional, senador José Sarney (PMDB-AP), a presidenta Dilma Rousseff enumera os motivos que levaram aos nove vetos ao Projeto de Lei de Conversão 21, aprovado em setembro pelo Legislativo, que trata de alterações no Código Florestal.
Segundo explicou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, os vetos, no conjunto, buscaram preservar o princípio que justificou a edição da medida provisória, “que significa não anistiar, não estimular desmatamentos ilegais e assegurar a justiça social”.
Na mensagem, publicada na edição da última  quinta-feira, 18.10.2012,  do Diário Oficial da União, a presidenta informa que os vetos atendem a orientações dos ministérios do Meio Ambiente, da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário, além da Advocacia-Geral da União (AGU).
O governo relaciona argumentos ambientais e jurídicos na mensagem ao Congresso. O veto ao Parágrafo 9º do Artigo 4º, por exemplo, ocorreu porque a alteração no texto original da Medida Provisória 571 provocaria “dúvidas sobre o alcance do dispositivo”, o que poderia levar a “controvérsias jurídicas na aplicação da norma”. 
Já o veto ao Inciso 2º do Parágrafo 4º do Artigo 15 foi motivado porque, na interpretação do Palácio do Planalto, diferentemente do previsto no Inciso I do mesmo artigo, o dispositivo “impõe uma limitação desarrazoada às regras de proteção ambiental”.
Para o Executivo, o Parágrafo 1º do Artigo 35 permitiria a interpretação de que passaria a ser exigido o controle de origem do plantio de espécies frutíferas pelos órgãos ambientais. A medida, na avaliação da Presidência da República, “burocratiza desnecessariamente a produção de alimentos” e, por isso, foi alvo de veto.
De outro lado, o veto ao Parágrafo 6º do Artigo 59 do projeto de lei de conversão foi motivado porque o dispositivo, na análise do governo, ao impor aos produtores rurais prazo de 20 dias para a adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA), limitaria “de forma injustificada” a possibilidade de que eles promovam a regularização ambiental de seus imóveis rurais.
De acordo com o Executivo, o veto ao Inciso 1º do Parágrafo 4º do Artigo 61-A ocorreu porque o dispositivo reduz a proteção mínima e amplia “excessivamente” a área de imóveis rurais alcançadas pela norma, o que elevaria o impacto ambiental e quebraria a lógica da chamada “escadinha”.
Incluída no texto original da medida provisória enviada pelo Executivo ao Congresso em maio, a escadinha prevê que a recomposição de áreas desmatadas variaria de acordo com o tamanha da propriedade.
Já o Inciso 5º do Parágrafo 13 do Artigo 61-A, que previa o plantio de árvores frutíferas nas áreas a serem recompostas, foi vetado porque, na interpretação do Palácio do Planalto, a autorização indiscriminada do uso isolado de frutíferas para a recomposição de áreas de Proteção Permanente (APPs), independentemente do tamanho da propriedade, poderia comprometer a biodiversidade dessas áreas.
Segundo a mensagem presidencial, o veto ao Parágrafo 18 do Artigo 61-A foi feito com a justificativa de que a redução excessiva do limite mínimo de proteção ambiental dos cursos d’água inviabilizaria a sustentabilidade ambiental no meio rural. Além disso, a ausência de informações detalhadas sobre a situação dos rios intermitentes no país impediria uma avaliação específica dos impactos do dispositivo.
O Inciso 3º do Artigo 61-B foi alvo de veto porque, na análise do governo, o disposto altera a proposta original enviado ao Congresso e, com isso, “desrespeita o equilíbrio entre tamanho da propriedade e faixa de recomposição”.
Na proposta original, apenas os pequenos proprietários, com imóveis rurais de até quatro módulos fiscais, teriam benefícios, tendo em vista “a sua importância social para a produção rural nacional”. Para o governo, a ampliação do alcance do dispositivo causaria impacto direto à proteção ambiental de parcela significativa território nacional.
Por fim, o veto ao Artigo 83 do projeto de lei de conversão aprovado pelo Congresso em setembro último foi motivado pela justificativa de que, ao revogar dispositivos pertencentes ao próprio diploma legal no qual está contido, a norma violaria “princípios de boa técnica legislativa, dificultando a compreensão exata do seu alcance”.
Além disso, justificou o Planalto, a revogação do Item 22 do Inciso 2º do Artigo 167 da Lei no 6.015, de 31 de dezembro de 1973, dispensa a averbação da reserva legal sem que haja ainda um sistema substituto que permita ao Poder Público controlar o cumprimento das obrigações legais.
O veto é uma prerrogativa presidencial garantida no Parágrafo 1º do Artigo 66 da Constituição Federal. Segundo o texto, “se o Presidente da República considerar o projeto, no todo ou em parte, inconstitucional ou contrário ao interesse público, vetá-lo-á total ou parcialmente”, devendo, em 48 horas, comunicar os motivos ao presidente do Senado Federal.


A presidente Dilma Rousseff decidiu vetar nove itens do Código Florestal aprovado pelo Congresso Nacional em setembro. O principal veto retira do texto a flexibilização que os parlamentares queriam para a recuperação de áreas de preservação permanente (APPs) nas margens de rios.
O governo vai devolver à lei, via decreto que será publicado na quinta-feira, 18.10.2012, a chamada regra da “escadinha”, que prevê obrigações de recuperação maiores para grandes proprietários rurais. A “escadinha” determina que os produtores rurais terão que recompor entre cinco e cem metros de vegetação nativa das APPs nas margens dos rios, dependendo do tamanho da propriedade e da largura dos rios que cortam os imóveis rurais. Quanto maior a propriedade, maiores as obrigações de recomposição.
A presidente excluiu do texto o trecho incluído pelos parlamentares que permitiria a recuperação de cinco metros de APP em tornos de rios intermitentes de até dois metros de largura para qualquer tamanho de propriedade.
“Os vetos foram fundamentados naquilo que era o principio da edição da medida provisória, que significa não anistiar, não estimular desmatamentos ilegais e assegurar a justiça social, a inclusão social no campo em torno dos direitos dos pequenos agricultores”, explicou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, que apresentou os vetos na última quarta-feira, 17.10.2012,  junto com o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams.
Também foi vetada a possibilidade de recomposição de APPs com monocultura de espécies frutíferas exóticas, como laranja e maçã. “Não teremos áreas de pomar permanente, como diziam alguns”.
O decreto, que será publicado no Diário Oficial da União, também trará a regulamentação do Programa de Regularização Ambiental (PRA) e do Cadastro Ambiental Rural (CAR), que suprirão os possíveis vácuos na lei deixados pelos vetos.
Segundo Izabella, mais instrumentos normativos serão necessários para regulamentar outros pontos do texto, que poderão ser decretos ou atos ministeriais. “Outros atos, não necessariamente decretos, serão necessários para regulamentação do código”.
A ministra disse que os vetos foram pontuais, apenas para recuperar os princípios que estavam na proposta original do governo.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Cientistas norte-americanos criam “flores” capazes de armazenar energia solar


Pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, desenvolveram em laboratório "flores" de sulfeto de germânio (GeS). O material é semicondutor e promete ser a nova tecnologia que irá captar energia sustentável.
O experimento iniciou com o aquecimento do pó de GeS até que ele começasse a vaporizar. Em seguida, são formadas camadas de 20 a 30 nanômetros de espessura, a partir do vapor, com até cem micrômetros de comprimento.
Através deste processo, as várias camadas ganham a forma da flor de um cravo. O material confeccionado com o GeS tem estrutura atômica com potencial para absorver energia solar e convertê-la em energia utilizável.
De acordo com o estudo, o GeS é um elemento relativamente barato e não tóxico, por isso há um grande interesse em fazer uso dele em células solares, onde geralmente são usados materiais caros e tóxicos.
Chamadas de “nanoflores” a substância tem "pétalas" de espessura extremamente fina, mas com uma grande área de superfície. Para o professor Linyou Cao, coautor do artigo sobre a pesquisa, esta área de superfície em uma pequena quantidade de espaço pode servir para melhorar a capacidade de baterias. Além disso, pode dar mais potencial a supercapacitores através desta tecnologia. 






segunda-feira, 8 de outubro de 2012

“Santinhos políticos” nas ruas evidenciam desrespeito aos eleitores e meio ambiente

Em dia de votação os panfletos políticos conseguem deixar as ruas mais sujas do que já são de costume. A situação, que se repete a cada eleição, pôde ser conferida ainda na manhã de segunda-feira (08/10/12).
A sujeira, principalmente, em frente às zonas eleitorais causou repulsa em muitos eleitores. Em protesto, uma das atitudes mais interessantes ocorreu na cidade de Guarulhos, em São Paulo. A população colocou os “santinhos” na porta da Câmara e dois cartazes com os dizeres: “Onde está a sustentabilidade?” e “Devolvendo o que vos pertence”.
Além da poluição, a quantidade de papel no chão dificultou a locomoção das pessoas. Foto: Marcelo Camargo/ABr
O acúmulo de papeis foi visto, principalmente, em frente às escolas e nas ruas próximas. A ação dos candidatos ainda desrespeita a proibição de fazer propaganda eleitoral, seja por meio de distribuição de santinhos ou o pedido verbal de votos, nos entornos dos locais de votação.
Além da poluição, a quantidade de papel no chão dificultou a locomoção das pessoas. A reportagem do Uol noticiou a queda de quinze idosos já nas primeiras quatros horas de votação em Campinas, São Paulo. Os acidentes foram registrados pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).
O destaque para as cidades que se livraram dos santinhos foi noticiado pelo Diário de Cuiabá, jornal mato-grossense. Pelo menos cinco municípios amanheceram limpos e foram considerados como cidades-modelo pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral). No Mato Grosso houve uma campanha intensa em favor de uma cidade menos poluída. A ação mostrou-se um sucesso com o slogan “Candidato que joga santinhos na rua não respeita a sua cidade”.
Em muitas cidades as eleições 2012 já foram decididas. Resta solucionar este grave problema de desperdício de papel que se repete a cada eleição. A situação é apenas uma das muitas atitudes que representam o descompromisso dos candidatos em relação à população e à natureza.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Brasil discute meios de reduzir as emissões de gases-estufa da Copa de 2014


Mesmo com os inúmeros benefícios para o Brasil, a Copa do Mundo de 2014 pode gerar impactos ambientais nas cidades que sediarão os jogos do torneio. Para evitar consequências negativas ligadas às mudanças climáticas, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) trabalha ações com o objetivo de transformar o torneio em uma Copa Verde, com enfoque na sustentabilidade das obras em andamento nas 12 cidades-sede.  O aumento no consumo de energia, a construção de estádios e o deslocamento urbano aparecem como as principais ameaças para o meio ambiente.
A Câmara Temática de Meio Ambiente e Sustentabilidade, criada em função da Copa do Mundo, é onde se discute os temas ambientais ligados ao evento. No âmbito das mudanças climáticas, as iniciativas se concentram na gestão das emissões de gases de efeito estufa (GEE). Entre elas, está o guia para elaboração de um inventário, com o objetivo de subsidiar a execução de obras sustentáveis nos estados.
Uma parceria com a Embaixada Britânica possibilitou a realização de oficinas de capacitação com representantes de várias cidades-sede. A cooperação tem permitido que as orientações e alternativas sigam as diretrizes do Useful Simple Projects, entidade responsável pelo inventário de emissões de GEE das Olímpíadas de Londres, realizadas em 2012.
O projeto da Copa Verde envolve diversos órgãos do Executivo. O acordo de cooperação celebrado entre o MMA e o Ministério do Esporte determina que haja um esforço conjunto na incorporação da esfera ambiental às obras decorrentes da competição. Firmado em 2010, o pacto tem, ainda, o objetivo de assegurar o envolvimento dos governos estaduais e municipais no processo.