quarta-feira, 10 de abril de 2013

Virar o jogo contra as mudanças climáticas


As sociedades contemporâneas têm hoje a possibilidade real de vitória na luta contra o horizonte catastrófico representado pelas mudanças climáticas.
Ilustração: HikingArtist / Creative Commons
Esta visão otimista apoia-se em dois conjuntos de circunstâncias, chamados por Paul Gilding (o celebrado autor de The Great Disruption) de pontos de virada, ou “tipping points”. A expressão refere-se ao acúmulo de fatores que, a partir de certo patamar, revoluciona, de maneira quase sempre irreversível, a dinâmica de um determinado sistema.
Economistas e sociólogos usam-na para explicar alterações bruscas de comportamentos coletivos. E é exatamente disso que se trata quando está em questão a mutação de uma ordem social apoiada em combustíveis fósseis para uma organização em que energias renováveis tenham o papel preponderante.
Primeiro ponto de virada: o uso de combustíveis fósseis durante a última década colocou a espécie humana numa situação de alto risco. A continuar no ritmo atual, o aumento de temperatura previsto para 2060 é de 4ºC. E, como diz o recenterelatório do Banco Mundial que contém essa previsão, não há qualquer sinal de que a humanidade esteja preparada para adaptar-se a tal mudança na temperatura global média. Se esse limite for atingido, prossegue o relatório, será difícil evitar a perspectiva de 6ºC de elevação da temperatura no início do próximo século, com o aumento no nível do mar entre 50 centímetros e um metro.
Mas, se é assim, onde está o ponto de virada?
Ele se encontra no fato de que as mudanças climáticas estão deixando de ser uma preocupação fundamentalmente ecológica ou ambiental e passam a ser um fator decisivo do próprio cálculo dos mais importantes atores econômicos globais. Essa mudança de percepção se traduz na ideia de fósseis não passíveis de serem queimados, ou, na excelente expressão em inglês, unburnable carbon. Um relatório recente do HSBC mostra que, se o carbono contido no carvão, no petróleo e no gás detido pelas maiores petrolíferas europeias (BP, Shell, Statoil, ENI e Total) não for queimado, isso fará com que elas percam entre 40% e 60% de sua previsão de receita.
O cálculo se apoia num artigo publicado na Nature em 2009: se a humanidade optar por uma chance de 50% de não elevar a temperatura global média além de dois graus, as emissões de gases de efeito estufa entre 2000 e 2050 (o que os especialistas chamam de orçamento carbono) não poderão ultrapassar 1.440 gigatoneladas.
O conceito de orçamento carbono é fundamental: ele não aponta para o limite na disponibilidade de combustíveis fósseis e, sim, para o ponto além do qual queimar carbono ameaça a atmosfera e, portanto, as condições que permitem a reprodução da própria vida. Não se trata apenas de saber qual a riqueza existente e, sim, qual a possibilidade de que esta riqueza seja usada sem destruir os fundamentos da convivência social.
Pois bem, das 1.440 gigatoneladas de CO2 que poderiam ser queimadas até 2050 (para manter o limite de dois graus na elevação da temperatura), já foram usadas, desde 2000, nada menos que 400 GT CO2. Ou seja, mais de um quarto do orçamento carbono para cinco décadas foi usado em pouco mais de dez anos. Resta então algo em torno de 1.000 GT CO2, para que o limite de dois graus seja respeitado. Como as reservas conhecidas de combustíveis fósseis são de 2.860 GT CO2, isso significa que somente cerca de um terço dessa riqueza potencial pode transformar-se em utilidade real (e ganho econômico).
O resultado é obviamente devastador para as empresas cuja estratégia consiste fundamentalmente em explorar combustíveis fósseis. Ou então será devastador para a espécie humana. Mas, insiste Gilding, há indícios de que se forma umacoalizão social voltada a evitar o pior cenário. Esta coalizão não envolve apenas ativistas, mas também segmentos crescentes do meio empresarial, da comunidade científica e das administrações públicas.
E aí reside o segundo ponto de virada. O avanço nas energias renováveis está superando as mais otimistas expectativas. Nos Estados Unidos, nos últimos cinco anos, o preço do kW produzido por painéis solares caiu de US$ 5 para US$ 0,50. Em 14 Estados norte-americanos, a energia solar já é mais barata que a convencional.
Um relatório recente do gigante financeiro UBS mostra que os domicílios europeus já reduzem suas contas de eletricidade por meio da instalação de painéis solares, cujos custos de produção caíram drasticamente nos últimos anos.
Um dos países em que a energia solar melhor funciona é a pouco ensolarada Alemanha. O relatório prevê que a autoprodução de energia com base em painéis solares deve chegar, em 2020, a 14% na Alemanha, 18% na Espanha e 17% na Itália. Desde a Revolução Industrial, a eficiência na oferta de energia ligou-se sempre à concentração e ao poder de firmas gigantescas.
A virada está não só na perspectiva de redução dos fósseis, mas no avanço de formas descentralizadas e conectadas em rede de produção de energia.
Quais as consequências deste cenário para o Brasil?
É verdade que o país avançou de maneira expressiva na produção de energia eólica, embora o mesmo não possa ser dito da solar. O problema é que, quando se comparam os investimentos e o esforço de inovação em fósseis com o empenho em fortalecer a matriz energética renovável, fica claro que a opção brasileira atual é por fortalecer, na prática, a coalizão social, que, em termos globais, prospera com o avanço dos combustíveis fósseis.
O risco é duplo: por um lado, perda de valor das atividades petrolíferas, que hoje consomem parcela decisiva dos investimentos nacionais. Por outro, e mais grave, o Brasil continuará na retaguarda da inovação do que há de mais significativo em termos de energia renovável.
São questões que vão muito além da briga pela divisão dos royalties do petróleo.

Artigo publicado em 08.04.2013 no canal “Empreeendedor Social” do site do jornal Folha de São Paulo

quinta-feira, 4 de abril de 2013

IBGE APRESENTA RANKING DOS 10 RIOS MAIS POLUÍDOS DO BRASIL


Os indicadores do IBGE revelam quais bacias de água doce estão em situação mais crítica,
apresentando os 10 rios mais poluídos do país.
Os IQAs (Índice de Qualidade da Água) mais baixos são os dos altos cursos dos rios Tietê
e Iguaçu, que atravessam, respectivamente, as regiões metropolitanas de São Paulo e Curitiba.
De acordo com o levantamento "Indicadores de Desenvolvimento Sustentável", do IBGE, os rios
brasileiros estão aumentando o seu nível de poluição. A versão integral do levantamento encontra-se
disponível para download.
Confira o ranking dos 10 rios mais poluídos do Brasil, de acordo com o estudo, com destaque aos
rios do Rio Grande do Sul: Rio dos Sinos, Rio Gravataí e Rio Caí.
1º LUGAR - Rio Tietê

Com 1.010 km², nasce em Salesópolis, na serra do Mar, e atravessa o estado de São Paulo,
banhando 62 municípios. Ocupa o topo do ranking por receber o esgoto doméstico e
industrial no trecho da capital. Dos 34 municípios que compreendem a região metropolitana
de São Paulo, 19 não fazem tratamento de esgoto, lançado-o diretamente nos córregos e rios
que deságuam no Tietê. Diariamente, são 690 toneladas de esgoto no rio mais importante
do estado. A mancha de poluição do rio que, na década de 1990, chegou a cem quilômetros,
tem se reduzido gradualmente no decorrer das obras do projeto Tietê.
2º LUGAR - Rio Iguaçu

É o maior do estado do Paraná e faz divisa natural com Santa Catarina. De acordo com
biólogos, dois fatores podem explicar o elevado nível de poluição: o passivo ambiental,
presente há algumas décadas, com falta de investimento no saneamento ambiental, e o alto
número de habitantes em torno do rio.
3º LUGAR - Rio Ipojuca

Corta vários municípios de Pernambuco. O Ipojuca nasce em Arcoverde, no Sertão, e deságua
em Suape, ao Sul do Grande Recife. O lixo e o esgoto, que são despejados no rio acabam
aumentando os riscos de contaminação de doenças como leptospirose, casos de hepatite A
e diarréia.
4º LUGAR - Rio dos Sinos

Percorre um percurso de cerca de 190 km, desembocando no delta do Jacuí, no município de
Canoas)RS. A bacia hidrográfica do rio dos Sinos tem uma área de 3.820 km² e envolve,
total ou parcialmente, 32 municípios. De acordo com indicadores do IBGE, o rio dos Sinos é
considerado o mais poluído da região de Porto Alegre, pois possui grande parque industrial, com destaque para a indústria coureiro-calçadista.
5º LUGAR - Rio Gravataí

Sua bacia hidrográfica possui uma área de aproximadamente 2.020 km². Separa as cidades de
Canoas e Porto Alegre/RS. São apontados como motivos para a poluição: o esgoto que é jogado
no rio sem tratamento; os resíduos sólidos largados por comunidades que trabalham com
reciclagem e criam porcos; e a poluição gerada por empresas, notadamente de adubo e areia.
6º LUGAR - Rio das Velhas

Boa parte do seu volume de água é captado na Estação de Tratamento de Água de Bela Fama.
Posteriormente, o rio recebe uma grande quantidade de esgoto através de afluentes como o
Ribeirão Arrudas e o Ribeirão do Onça, que atravessam a cidade de Belo Horizonte. Com
nascentes na cachoeira das Andorinhas, município de Ouro Preto (MG), é o maior afluente
em extensão do rio São Francisco. A presença de arsênio, cianeto e chumbo reflete a
interferência do diversificado parque industrial da Região Metropolitana de Belo Horizonte.
7º LUGAR - Rio Capibaribe

Possui 240 quilômetros de extensão e sua bacia, aproximadamente 5.880 quilômetros
quadrados. Ele nasce na serra de Jacarará, no município de Poção, em Pernambuco,
e banha 42 cidades pernambucanas. O rio recebe carga de resíduos de uma população
estimada em 430 mil habitantes em seu entorno. O crescimento urbano desordenado foi
responsável pela deterioração dos recursos ambientais que circundavam o rio, comprometendo
a qualidade de vida das populações ribeirinhas.
8º LUGAR - Rio Caí

Localizado ao norte de Porto Alegre/RS, a bacia hidrográfica do rio Caí equivale a 1,79% da
área do estado do Rio Grande do Sul e possui municípios com atividade industrial bastante
desenvolvida. Destacam-se os municípios de Caxias do Sul e Farroupilha, localizados
na Serra, com indústrias de alto potencial poluidor, principalmente do ramo de metalurgia
e metal – mecânica.
9º LUGAR - Rio Paraíba do Sul

Banha os estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo , o rio atravessa a
região do Vale da Paraíba. Formado pela confluência dos rios Paraitinga e Paraibuna,
o rio nasce na Serra da Bocaina, no Estado de São Paulo, fazendo um percurso total de
1.120Km, até a foz em Atafona, no Rio. No Estado do Rio de Janeiro, o rio Paraíba percorre
37 municípios, numa extensão de 500 Km, quase a metade do território do Estado.
Dentre os agentes poluidores, como os resíduos industriais, extrativistas, da pecuária e
da agricultura, existe os danos causados pela extração mineral de areia, que altera o
curso do rio, derruba suas matas ciliares além de causar maior assoreamento,
contribuindo assim para uma menor navegabilidade. A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN)
é onde se origina a maior parte da carga poluente lançada nesse trecho. O Rio Paraíba do Sul
recebe atualmente o esgoto da maioria dos municípios pelos quais passa. Um estudo
recente desenvolvido pela Universidade de Taubaté (UNITAU) revelou que o rio possui
um alto nível de poluentes, que apresentam riscos de danos genéticos e de câncer em
organismos aquáticos e humanos.
10º LUGAR - Rio Doce

Possui um percurso total de 853 km, drena os estados do Espírito Santo e Minas Gerais,
sendo a mais importante bacia hidrográfica totalmente incluída na Região Sudeste.
O principal formador do rio Doce é o rio Piranga, cuja nascente localiza-se na Serra
da Mantiqueira. A degradação atual do rio é resultante da contaminação química
de indústrias e propriedades rurais com uso de pesticidas e herbicidas, ameaçando a
saúde dos moradores de cidades a sua margem.


Fonte: Ecodesenvolvimento.org. Disponível em: http://sosriosdobrasil.blogspot.com.br/p/os-rios.html. Acesso em 03.04.2013.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Um mundo 5°C mais quente

Ex-Chefe do IPCC diz: Preparem-se para um mundo 5°C mais quente

O mundo perdeu a chance de manter as emissões de gases de efeito estufa abaixo do nível necessário para impedir um aumento de temperatura média superior a 2°C, de acordo com o cientista britânico que foi chefe do Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC).
O cientista, professor Robert Watson, chefiou o IPCC de 1997 a 2002, quando foi pressionado a deixar seu posto pelos Estados Unidos.
Global-Climate-Change3Watson diz que há uma probabilidade de 50% de se evitar um aquecimento global superior a 3°C, comparado com o nível de temperatura no início da era industrial, mas isto significa que um aumento de 5°C também é possível, o que é mais que o aquecimento no final da última era de gelo.
Em um simpósio sobre prevenção global de doenças não-comunicáveis por meio de desenvolvimento econômico de baixo carbono, na Escola de Londres de Higiene e Medicina Tropical, ele disse: “Todas as promessas do mundo, que de qualquer forma tem pouca probabilidade de se realizarem, não vão nos dar um mundo com um aquecimento de apenas 2°C. Todas as evidências, na minha opinião, sugerem que estamos no caminho de um mundo de 3°C a 5°C mais quente. Algumas pessoas estão sugerindo que a saída do problema é através da geo-engenharia, intervindo no sistema de clima para moderar o aquecimento”.
“Estou muito, muito nervoso com isso”, ele disse. “Isto demonstra um nível de arrogância de que nós sabemos gerenciar nosso meio ambiente. Certamente precisaremos de muita pesquisa”.
Watson concluiu: “Existem soluções justas, que têm uma boa relação custo/eficácia, para abordar as mudanças de clima, mas há também necessidade de vontade política e uma forte liderança moral. As mudanças de políticas públicas, práticas e tecnologias necessárias não estão no cenário atual”.
Watson disse ao Climate News Network: “Vamos ter mais pessoas no mundo e elas serão mais afluentes, portanto, a demanda para mais energia certamente aumentará”.
“Parece que vamos obter imensas quantidades de gás de xisto. Isto pode ser uma ferramenta de transição útil: ele emite metade do carbono obtido do carvão. Mas isso não é uma solução de longo prazo, a não ser que você possa utilizar junto com Captura e Sequestro de Carbono (CCS). Estou otimista sobre a eficácia do CCS, mas ainda tem que ser demonstrado que ele pode funcionar, quais os custos  e penalidades consequentes”.
“Nós sabemos que não podemos eliminar a possibilidade de um aumento de temperatura de 5°C e precisamos começar a nos preparar para esta eventualidade”.
“Quando eu liderava o IPCC, nós estávamos todos bastante otimistas de que conseguiríamos um acordo global para limitar emissões, embora soubéssemos que seria difícil. Mas tínhamos a esperança de que as emissões não subiriam com a grande velocidade que assistimos agora”.
Um mundo 5°C mais quente hoje significa colheitas agrícolas em queda tanto nos países desenvolvidos quanto nos países em desenvolvimento, aumento do nível do mar ameaçando muitas cidades importantes e uma escassez significativa de água.
Maior número de espécies estariam diante da perspectiva de extinção (cada 1°C coloca cerca de 10% das espécies em risco de extinção), haveria eventos climáticos mais extremos e um risco crescente de grandes mudanças abruptas no sistema climático.
Watson foi destituído do comando do IPCC em 2002. O seminário “New Scientist” reportou que no ano anterior, pouco depois da posse do presidente dos Estados Unidos George W. Bush, um executivo de ExxonMobil escreveu à Casa Branca pedindo: “Agora podemos substituir Watson ao pedido dos Estados Unidos?”.
Watson agora é diretor do Tyndall Centre for Climate Change Research, na Universidade de East Anglia, no Reino Unido, e conselheiro científico chefe para o Governo Britânico, do departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais.
Professor Andy Haines, ex-diretor da Escola de Londres de Higiene e Medicina Tropical, disse ao Climate News Network: “Não estamos fazendo muito progresso na área de mudanças de clima atualmente. Precisamos de mais argumentos combinando meio ambiente e saúde – cortando a queima de carvão, por exemplo, melhorando o acesso à energia limpa, andando a pé e usando bicicleta em vez de carros”.
 “Nós precisamos olhar não somente a questão populacional, mas o modelo de consumo dos países desenvolvidos. Muitos grupos de interesse nesta área não querem entrar nesta estrada. Nós podemos mudar imputando custos às externalidades como, por exemplo, os efeitos adversos da poluição do ar”.
“Nós podemos abordar as desigualdades que são evidentes em áreas, como taxas de doenças do coração e nutrição. E precisamos influir nas metas de desenvolvimento sustentável das Nações Unidas para que sejam incluídos indicadores de saúde e meio ambiente”.
Andy disse no simpósio: “Os céticos de mudanças de clima receberam exposição demais. Os autores americanos Naomi Oreskes e Erik M. Conway explicam no seu livro ‘Mercadores de Dúvida’ a espantosa sobreposição na disseminação de desinformação entre alguns deles e membros do lobby de tabaco, que há poucos anos estavam negando qualquer relação entre tabaco e câncer”.
Tradução Morrow Gaines Campbell III, Vitae Civilis
Originalmente  publicado . em Mudanças Climáticas, por Alex Kirby, Rede de Notícias sobre Clima
Disponível em: http://www.portaldomeioambiente.org.br/editorias-editorias/ambiente/mudancas-climaticas/6177-ex-chefe-do-ipcc-diz-preparem-se-para-um-mundo-5-c-mais-quente   Acesso em 27.03.2013

sexta-feira, 22 de março de 2013

22 de Março - Dia Mundial da Água


15 fatos que você precisa saber sobre a Água

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Você sabia que, a cada minuto, morrem sete pessoas no mundo por ingerir água insalubre? Ou que aproximadamente 11% da população mundial ainda compartilha água com animais em leitos de rios? Esses e outros dados assustadores e curiosos são divulgados pela Organização das Nações Unidas a cada ano.
Conheça abaixo 15 fatos que você precisa saber sobre a água:
  1. Para atender nossas necessidades básicas, necessitamos diariamente de 20 a 50 litros de água não contaminada;
  2. Uma criança nascida nos países industrializados consome de 30 a 50 vezes mais água do que uma criança nos países em desenvolvimento;
  3. Cerca de um bilhão de pessoas no mundo não têm acesso a água potável;
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   4. Anualmente ocorrem dois milhões de mortes devido à ingestão de água não tratada, falta de higiene e saneamento básico;
   5. Cerca de 70% da superfície terrestre é coberta pela água, mas só 1% está disponível para consumirmos;
   6. Mais de um bilhão de pessoas não têm um copo de água limpa para beber;
   7. Quase cinco mil crianças morrem todos os dias devido à água contaminada e falta de saneamento básico;
   8. O Brasil possui 12% da água superficial doce do mundo, mas a seca afeta todos os anos milhões de brasileiros;
   9. Apesar da escassez, a cada mil litros de água utilizados, 10 mil litros de rios e nascentes são poluídos;
  10. Estima-se que há 260 milhões de pessoas no mundo portadoras de esquistossomose, uma doença crônica parasitária causada por vermes presentes na água;
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  11. A maioria dessas pessoas vive em comunidades vulneráveis, sem acesso a água potável nem saneamento adequado. Todos os anos, 88 milhões de crianças são infectadas pelo parasita que causa essa doença;
 12. Cerca de 700 milhões de pessoas estão em risco de serem infectadas pelo parasita que causa esquistossomose;
 13. Diariamente ocorrem seis mil mortes por diarreia, a maioria das vítimas são crianças menores de cinco anos;
 14. Mais de 50 países ainda informam casos de cólera à OMS;
 15. Cerca de 1 bilhão de pessoas ainda não têm acesso à banheiro para defecar.

Consumo Consciente da Água

A má utilização e o consumo descontrolado da água levam a população mundial a encarar a terrível previsão de escassez desse bem em anos futuros. Isso sem falar da impossibilidade de utilização da água nas indústrias, na agricultura… Pare para pensar por um instante e verá que praticamente tudo o que fazemos, em todos os âmbitos da vida, precisa de certa quantidade de água. Ela é responsável pelo equilíbrio dos ecossistemas e pela sobrevivência de todas as espécies de seres vivos do planeta.

consumo consciente de água é uma preocupação que deve ser constante, uma cultura que deve ser firmemente incutida no comportamento social, até mesmo como atitude preventiva contra um colapso de abastecimento que a cada dia se mostra mais factível. Estima-se que, somente no Brasil, 17 milhões de pessoas não têm acesso a água tratada; no mundo todo, este drama atinge 2,5 bilhões - 35% da população mundial.
Hoje, dia 22 de março é o Dia Mundial da Água. Data esta instituída pela ONU em fevereiro de 1993. Em virtude da importância deste tema, colocamos algumas informações que podem ajudar você a iniciar uma rotina de consumo consciente da água:

No banheiro: 
  • Feche a torneira enquanto escova os dentes ou faz a barba. Uma torneira aberta pode consumir, por minuto, até 2,4 litros (numa casa) ou 16 litros (num apartamento); 
  • Abra o chuveiro apenas para se molhar e enxaguar. Enquanto estiver se ensaboando, deixe o chuveiro desligado. O consumo cairá de 180 para 48 litros e a diminuição no consumo de energia elétrica também será visível. Banhos rápidos (em até 6 minutos) são sempre recomendados; 
  • Evite banhos de banheira, que podem gastar até 200 litros de água; 
  • Regule as válvulas de descarga; 
  • As válvulas convencionais usam cerca de 40% de toda a água de uma casa ou escola. Cada segundo que uma pessoa permanece com o dedo na descarga são 10 litros de água desperdiçados. Aperte-a uma única vez e não jogue lixo e restos de comida no vaso sanitário. 
Na cozinha:
  • Limpe bem os pratos e panelas e jogue os restos de comida no lixo; 
  • Deixe a louça na água para facilitar a lavagem; 
  • Lavar louças com a torneira aberta, o tempo todo, desperdiça até 105 litros. Ensaboe a louça com a torneira fechada e depois enxágue tudo de uma vez; 
  • Na máquina de lavar são gastos 40 litros de água. Utilize-a somente quando estiver cheia. 
Na lavanderia:
  • Utilize a lavadora de roupa só quando ela estiver cheia; 
  • Reaproveite a água de chuva ou da máquina para lavar o chão da cozinha, área de serviço e quintal
Nas áreas externas:
  • Na limpeza de quintal e calçada: USE VASSOURA! Cada vez que a mangueira fica ligada por 15 minutos são perdidos 279 litros de água. Para manter a calçada limpa, é suficiente varrê-la. Se for o caso dá para combinar a técnica do pano umedecido com um enxágüe rápido; 
  • Regar jardins e plantas: No inverno, a rega pode ser feita dia sim, dia não, pela manhã ou à noite. No verão, use mangueira com esguicho-revólver ou regador; 
  • Lavar carro: Com uma mangueira se gasta 600 litros de água. Só lave o carro uma vez por mês, com balde de 10 litros, para ensaboar e enxaguar. Para isso, use a água da sobra da máquina lavar roupa. 
Manutenção:
  • Uma torneira aberta gasta de 12 a 20 litros/minuto. Pingando, 46 litros/dia. Isto significa 1.380 litros por mês. Troque ou conserte torneiras pingando; 
  • Faça o teste do relógio de água, fechando todas as torneiras. Se os ponteiros do hidrômetro continuarem rodando sem consumo, é sinal de vazamento. Elimine os vazamentos.


10 Mandamentos Para Economizar Água


  1. No banho: Se molhe, feche o chuveiro, se ensaboe e depois abra para enxaguar. Não fique com o chuveiro aberto. O consumo cairá de 180 para 48 litros.
  2. Ao escovar os dentes: escove os dentes e enxague a boca com a água do copo. Assim você economiza 3 litros de água.
  3. Na descarga: Verifique se a válvula não está com defeito, aperte-a uma única vez e não jogue lixo e restos de comida no vaso sanitário.
  4. Na torneira: Uma torneira aberta gasta de 12 a 20 litros/minuto. Pingando, 46 litros/dia. Isto significa, 1.380 litros por mês. Feche bem as torneiras.
  5. Vazamentos: Um buraco de 2 milímetros no encanamento desperdiça cerca de 3 caixas d’água de mil litros.
  6. Na caixa d’água: Não a deixe transbordar e mantenha-a tampada.
  7. Na lavagem de louças: Lavar louças com a torneira aberta, o tempo todo, desperdiça até 105 litros. Ensaboe a louça com a torneira fechada e depois enxague tudo de uma vez. Na máquina de lavar são gastos 40 litros. Utilize-a somente quando estiver cheio.
  8. Regar jardins e plantas: No inverno, a rega pode ser feita dia sim, dia não, pela manhã ou à noite. Use mangueira com esguicho-revólver ou regador.
  9. Lavar carro: Com uma mangueira gasta 600 litros de água. Só lave o carro uma vez por mês, com balde de 10 litros, para ensaboar e enxaguar. Para isso, use a água da sobra da máquina lavar roupa.
  10. Na limpeza de quintal e calçada USE VASSOURA - Se precisar utilize a água que sai do enxague da máquina de lavar.

Disponível em:
- http://www.autossustentavel.com/2012/01/os-10-mandamentos-para-economizar-agua.html
- http://www.autossustentavel.com/2010/03/consumo-consciente-de-agua_22.html

segunda-feira, 11 de março de 2013

Terra pode alcançar novo recorde de calor


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 As temperaturas são mais altas do que na maior parte dos últimos 11,3 mil anos. | Foto: <a href='http://www.flickr.com/photos/glennharper/37495307/sizes/z/in/photostream/' target='_blank'>Glenn Harper/Flickr</a></p>
As temperaturas são mais altas do que na maior parte dos últimos 11,3 mil anos. | Foto: Glenn Harper/Flickr
Os índices de medição registram altas temperaturas até mesmo no inverno. De acordo com um estudo recente, essa tendência pode levar a terra a atingir um recorde de calor.  
A previsão é dos pesquisadores da Universidade Estadual do Oregon e da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, que realizaram um estudo em que reconstruíram a temperatura média da Terra nos últimos 11,3 mil anos.
O intuito era compará-la aos níveis atuais. Fazendo isso, eles analisaram que a Terra está mais fria em relação à sua época mais quente desse período. Porém, também detectaram que se os modelos dos climatologistas estiverem corretos, um novo recorde será alcançado até o final do século. 
Para estimar a temperatura global (e local) de 11 mil anos, o estudo levantou informações sobre 73 localidades ao redor do mundo, utilizou amostras de fósseis em sedimentos oceânicos e técnicas matemáticas para preencher lacunas de dados para assim recriar a variação climática da Terra.
Apesar de não parecer um estudo novo, os pesquisadores conseguiram apresentar os dados mais antigos de temperaturas, pois até então havia análises sobre, no máximo, dois mil anos atrás.
"Nós sabíamos que, em uma escala global, a Terra é mais quente hoje do que era há dois mil anos. Agora sabemos que as temperaturas são mais altas do que na maior parte dos últimos 11,3 mil anos”, afirmou o pesquisador Shaun Marcott, um dos autores.
O estudo não mostra a variação exata ocorrida em um tempo curto, ou seja, cada ponto apresentado nos dados é como se representasse a temperatura em um período de 120 anos. Mesmo assim, sabe-se que a alta é mais permanente nos últimos 200 anos. A preocupação é que esse aquecimento atinja um nível nunca alcançado, caso nada seja feito até 2100. A pesquisa foi publicada revista científica "Science". Com informações do G1 e Folha.
Disponível em: http://ciclovivo.com.br/noticia/terra-pode-alcancar-novo-recorde-de-calor
Acesso em 11.03.2013

terça-feira, 5 de março de 2013

A HORA DO PLANETA 2013

WWF  O QUE É? A Hora do Planeta é um ato simbólico, promovido no mundo todo pela Rede WWF - World Widlife Foundation, no qual governos, empresas e a população demonstram sua preocupação com o aquecimento global, apagando as suas luzes durante sessenta minutos.

QUANDO? Sábado, dia 23 de março de 2013, das 20h30 às 21h30. Apague as luzes e participe da Hora do Planeta 2013.

ONDE? No mundo todo, na sua cidade, empresa e casa.

Assista o vídeo oficial: 


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