Apresentação de slides

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terça-feira, 22 de maio de 2012

Erosão em Jurerê

  • Erosão atinge praia de Jurerê, no litoral catarinense

 MARÉ AVANÇA E 'ENGOLE' 120 PRAIAS

O processo de erosão severa que atinge o litoral brasileiro já provocou estragos em 120 praias do país. Só na Paraíba, por exemplo, 50% das praias já são afetadas pela erosão, segundo levantamento feito pelo jornal Folha de São Paulo com base no estudo "Erosão e Progradação do Litoral Brasileiro".
De acordo com o levantamento, praias conhecidas como as de Jurerê, Canasvieiras, Santinho e Ingleses, no litoral catarinense, e de Caravelas e Maragogi, no Nordeste, já entraram para a lista das que podem ser "engolidas" pelo mar.
O processo de erosão severa coincide com o aumento do nível do mar nos últimos anos. Mas para o professor da UFRJ Dieter Muehe, organizador do estudo, esta não é, necessariamente, a principal causa. O esgotamento de fontes naturais e construções desordenadas também prejudicam as áreas. A gravidade da erosão aumenta neste mês, quando começa a temporada de ressacas.

Fonte: Jornal METRO / POA, 14/05/2012

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Dez anos sem José Lutzenberger

Falecido há exatos dez anos, José Lutzenberger dedicou quase toda sua vida para a causa ambiental. Em seus bem vividos 76 anos, denunciouferozmente o uso indiscriminado de agrotóxicos nas lavouras gaúchas e alertou sobre o aquecimento global quando o tema ainda nem frequentava a mídia.
No livro "Sinfonia Inacabada" (para aquisição, contato com Fundação Gaia, nos fones (51) 3330-3567 / 3331-3105, ou sede@fgaia.org.br), da autora Lilian Dreyer lembra que antes de falecer, Lutz falava que gostaria de voltar de tempos em tempos, pois tinha curiosidade de ver como estaria o planeta.
Entre as características da trajetória do ambientalista, está a capacidade de fazer conexões e perceber vínculos entre fatos e realidades que aparentemente não teriam relação, denominado de "a lógica do pensamento desenvolvista", como por exemplo a construção de grandes hidrelétricas no norte do RS com a pobreza de vida dos trabalhadores do sul.
Lutz escreveu vários livros, ocupou cargos públicos de inportância, recebeu prêmios e homenagens em todas as partes do mundo e viveu tempo sufucuente para construir um santuário - o Rincão Gaia, uma área de 30 hectares destinada à educaçãoambiental e sustentabilidade, em Pantano Grande, a 123km de Porto Alegre, pela BR 290. Visitas e informações: http://www.fgaia.org.br/
Desde o dia 15 de maio de 2012, o trabalho do ecologista visionário está sendo lembrado em atividades culturais e socioambientais, realizadas conforme calendário:
- 19 a 20 de maio/2012: Curso "Edificações Sustentáveis", com Daniele Tubino e Vivian Ecker (UFRGS), no Rincão Gaia;
- 27 de maio/2012: Homenagem a José Lutzenberger, com as crianças do Projeto Gaia, no Rincão Gaia;
- 28 de maio/2012, 19h30: Conferência "Desafios da Militância Ambiental Internacional" de Vandana Shiva, no Fronteiras do Pensamento, Salão de Atos da UFRGS.
Fonte: Jornal Metro POA, 14/05/2012

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Água Reciclada


A Água e a Cultura, por sugestão da Organização das Nações Unidas - ONU, é o tema do Dia  Mundial da Água, comemorado em todo o mundo no dia 22 de março e para cuidar do assunto, a Agência Nacional de Águas - ANA trabalha por um conjunto de ações que se relacionam com a questão da água e da cultura.
Essa iniciativa visa fomentar hábitos de consumo que levem a menor desperdício e maior valorização desse recurso ambiental, disseminando informações sobre a água no contexto brasileiro e regional.
De acordo com a Declaração Universal dos Direitos da Água, a água é a seiva do nosso planeta e condição essencial de vida na Terra.
Art. 1º - A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.
Art. 2º - A água é a seiva do nosso planeta.Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem.
Art. 3º - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.
Art. 4º - O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.
Art. 5º - A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.
Art. 6º - A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.
Art. 7º - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.
Art. 8º - A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.
Art. 9º - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.
Art. 10º - O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.
Assista o vídeo Limpando a Água Residual e forme sua opinião:
Fonte: www.ana.gov.br

sábado, 7 de janeiro de 2012

Mosquito da dengue já resiste a inseticida, mostra estudo


A lógica de que exagerar na dose de analgésicos pode tornar a pessoa mais resistente à dor se aplica ao veneno para o controle do mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus da dengue.
Uma pesquisa da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Botucatu aponta que o emprego excessivo de inseticidas, tanto o aplicado pelas prefeituras quanto os usados em casa, induz o mosquito a ter uma resistência genética maior ao veneno.
O trabalho fez o mapeamento genético de 95 mosquitos em sete cidades paulistas, com diferentes incidências de casos de dengue.
Em laboratório, também foi avaliado como o organismo das larvas do inseto respondia ao veneno.
Mapeamento – A resistência dos insetos a diferentes venenos já vem sendo mapeada pelo Ministério da Saúde e por órgãos estaduais. Em São Paulo, o acompanhamento é feito pela Sucen (Superintendência de Controle de Endemias).
O estudo também toma por base a série histórica dos dados de resistência, catalogados desde 1996 em diferentes cidades pela Sucen.
A estimativa aponta, por exemplo, que, enquanto em Marília, com poucos registros de dengue, os inseticidas públicos matavam ao menos 80% dos mosquitos, em Santos a taxa de sucesso chegava à metade em alguns casos.
“É preciso periodicamente analisar a eficácia, porque a resistência é um processo. O que é bom hoje pode não ser no próximo verão”, diz Maria de Lourdes Macoris, que trabalha na Sucen de Marília e é autora do estudo.
Em laboratório, foram selecionadas cerca de 150 larvas do mosquito para cada cidade estudada. Nessa fase, a da análise bioquímica, o metabolismo das larvas mais resistentes ao inseticida mostrou maior atividade das enzimas do grupo das esterases, ligadas à capacidade de neutralizar o veneno.
O estudo também analisou o material genético de 95 mosquitos, nascidos de ovos obtidos em cada um dos municípios escolhidos.
Segundo a pesquisadora, o material genético de cada grupo de mosquito variou muito, o que revelou um baixo fluxo gênico, ou seja, pouca mistura entre as diferentes populações do inseto.
Variado - Como a genética do Aedes revelou ser muito variada de uma localidade para outra, isso indica, de acordo com Macoris, que o mosquito tende a se estabilizar em cada local e a desenvolver diferentes níveis de resistência a inseticidas, conforme a exposição do animal à substância.
Órgãos públicos já controlam o veneno, diz a pesquisadora, mas a orientação é que, dentro de casa, o uso seja moderado. “Ainda existe essa cultura nas pessoas de acreditar na eficácia do inseticida em casa”, afirma.
O Ministério da Saúde também alerta para o uso doméstico exagerado de inseticidas contra o mosquito.
Há 12 anos, o governo criou um sistema de monitoramento da eficácia dos venenos aplicados. Vinte cidades paulistas foram selecionadas.
A cada dois anos, as prefeituras recolhem ovos do mosquito para serem analisados em laboratórios da rede pública de saúde. O veneno é trocado sempre que a taxa de resistência fica muito alta. (Fonte: Juliana Coissi/ Folha.com)

Dono mata dois cachorros e fere outro a tiros em Itajobi, em SP

Três cães foram baleados pelo próprio dono, um comerciante de 33 anos, em Itajobi. Dois morreram

Mais um caso de violência contra animais foi registrado no interior do Estado na tarde desta terça-feira. Desta vez, o fato  ocorreu em Nova Cardoso, distrito de Itajobi, região de Rio Preto.
Três cães foram baleados pelo próprio dono, um comerciante de 33 anos. Dois morreram.
No mês passado, outros quatro cachorros foram vítimas de maus-tratos na região. Um deles chegou a ser enterrado vivo em Novo Horizonte.
Na tarde de anteontem, uma denúncia anônima levou a Polícia Militar até um sítio em Nova Cardoso. Lá, os policiais encontraram os três cachorros baleados jogados dentro de uma vala. Os animais estavam amarrados com correntes.
Sargento, um cão da raça pastor belga, que sobreviveu depois de levar um tiro na cabeça, estava agonizando. Mas ele foi resgatado pelos policiais e resistiu, mesmo tendo uma bala alojada no crânio.
De acordo com um dos policiais que atendeu a ocorrência, o dono dos cachorros disse que sacrificou os cães porque eles mataram quatro carneiros e trinta frangos da sua propriedade rural.
O comerciante foi preso em flagrante pelos crimes de posse ilegal de arma e maus-tratos de animais. Ele permaneceu na delegacia por duas horas e foi liberado em seguida, depois de pagar fiança de R$ 1.244. O acusado também terá de pagar multa de R$ 2,5 mil.
O cão Sargento já tem novo dono. Ele foi adotado pelo soldado Humberto Filipe Pereira, que também participou do resgate do animal. “Fiquei muito comovido ao ver o cão naquela situação. Na minha casa ele será tratado como merece.”
Sargento deve permanecer internado por uma semana. Segundo a veterinária Andréia Ambrizzi, que está cuidando do animal, o estado de saúde dele é grave. O cão pode ficar com sequelas na coordenação motora.
. (Fonte: Janaina de Paula Diário de S.Paulo)

Sargento, o cão que sobreviveu depois de ser baleado pelo próprio dono

Raro mineral detectado na Lua também é encontrado na Austrália

Tranquillityite foi coletado na Lua, durante expedição da Apolo 11

Mineral tranquillityite foi encontrado em em mostras rochosas da Austrália Ocidental

Um raro mineral, chamado tranquillityite, que havia sido detectado somente em mostras rochosas da Lua há mais de quarenta anos, também foi encontrado na Austrália, confirmaram nesta quinta-feira (5) fontes científicas .
“É incrível que a tranquillityite exista há todo esse tempo em rochas na Terra e que tenham se passado 40 anos desde que foi encontrado na Lua para que fosse detectado aqui”, disse Birger Rasmussen, líder da equipe da Universidade de Curtin, responsável pela descoberta.
O tranquillityite deve seu nome ao Mar da Tranquilidade, superfície da Lua onde o mineral raro foi encontrado pela primeira vez, junto à armalcolita e ao pyroxferroite, durante uma expedição da Apolo XI em 1969.
Os dois últimos minerais foram encontrados na Terra nos anos seguintes à viagem à Lua, e há dois anos foi detectada a presença da tranquillityite em mostras rochosas da Austrália Ocidental. Após longas e exaustivas análises, os especialistas conseguiram confirmar que o mineral é igual ao achado na Lua, disse Rasmussen.
Segundo o geólogo, o desenvolvimento da ciência desde 1969, que agora permite moer as pedras em pós extremamente finos para submetê-los a testes isotópicos ou para determinar sua idade, foi muito útil para detectar a presença do mineral na Terra.
A descoberta deste raro mineral ocorreu por acaso, quando o grupo de cientistas estava analisando detalhadamente fatias da rocha com um microscópio para detectar eléctrons.
O raro mineral, de cor marrom avermelhada, tem forma de pequenas agulhas, que são mais finas que o diâmetro do cabelo humano, e sua composição tem principalmente sílica, zircônio, titânio e ferro.
A tranquillityite, que até agora foi encontrada em seis locais da Austrália Ocidental, está presente em rochas ígneas como a dolerita, conhecida popularmente como “granito negro”, e é um dos últimos minerais que se cristalizam do magma.
“De fato, suspeitamos que o tranquillityite logo será reconhecida em rochas similares à dolerita no mundo todo”, afirmou o cientista que publicou o descobrimento na revista científica “Geology”.
O tranquillityite, que aparece em quantidades minúsculas e não possui valor econômico, poderia ser útil para determinar a idade das rochas nas quais foram encontradas este mineral. (Fonte: Portal iG)